domingo, 8 de Julho de 2007

Hoje vi dois siques em Castelo Branco. Já por cá tinha visto turcos. Há cinco anos era impensável uma coisa destas. Agora, até em Castelo Branco encontramos muçulmanos. Definitivamente, a Europa está derrotada. E como, numa Europa que já não se respeita a si própria, que não se dá ao respeito, não há grande coisa a acrescentar, encerro por aqui as minhas actividades. Esta Europa não merece qualquer esforço, por mínimo que seja.

sexta-feira, 15 de Junho de 2007

Época de migração para norte

Escrito por Al-Tayyeb Salih, é um bom romance, mas se é o melhor da literatura árabe do século XX ficamos esclarecidos acerca da pobreza da dita. De qualquer forma, é também mais um bom indicador do enraizamento do fascínio pelo "outro", pela "diferança" ( o impossível Derrida leu-o concerteza), pelo que vem de fora. A doença encontra-se instalada há muito tempo no Ocidente e o que se vê hoje é, simplesmente, a manifestação de sintomas existentes há séculos. Lendo-o, percebe-se também o porquê da proliferação de títulos merdosos como "Casei com um Masai", "Casada com um beduíno" e outros que agora enchem espaços em livrarias. Casem com quem quiserem, mas vão morrer longe. Aliàs, todos os amantes de cultura árabe e islâmica fariam um grande favor à humanidade de fossem viver junto dos seus amigos criadores de dromedários. Infelizmente, o contrário é que é verdade e são eles que continuam a migrar para norte com a vida facilitada pelos paladinos da integração, pelos rinocerontes dos nossos dias.

quarta-feira, 13 de Junho de 2007

Que lata de merda!

O Tehran Times noticia que a república islâmica do Irão apresentou uma queixa no Conselho de Segurança da ONU contra supostas ameaças dirigidas por Israel aos iranianos. A falta de vergonha do governo iraniano não tem limites. Pregam regularmente a destruição de Israel, armam e controlam os terroristas do Hezbollah e outros inimigos do estado hebraico e depois vêm fazer queixinhas acerca desse mesmo estado. Como diria a velha do espectáculo de Catherine Tate: "Que lata de merda!".

terça-feira, 12 de Junho de 2007

Para ti não há salvação

Chama-se Indulgência Plenária, é editado pela &etc, e é escrito por Alberto Pimenta. Fala de mictórios, moscas, haikus e da Gisberta. Um lamento elegíaco pungente até mais não. Alberto Pimenta sempre foi um escritor sobrevalorizado, em consequência da auréola de "escritor maldito" que alguns lhe colaram. Eu nunca percebi muito bem o que é um "escritor maldito", mas espero ter a possibilidade de vir a percebê-lo. Li hoje que apareceu uma nova editora que quer organizar, futuramente, um congresso de "escritores malditos" em Penafiel. Talvez o Pimenta venha a estar lá. Talvez nos possa explicar por que razão nunca escreveu nada de jeito em toda a vida apesar de isso, tal como o próprio Pimenta, não ter qualquer relevância.

Mamadas

Li esta notícia no Courrier Internacional de 1 de Junho. Seria risível se não revelasse algo das profundas frustrações sexuais que atravessam o campo do islamismo.
"'Foi numa reunião entre amigos que ouvi falar desta 'fatwa', escreve um jornalista do Asharq al-Awsat. 'Primeiro interroguei-me se não seria uma brincadeira, o delírio de um louco ou um boato que, de tão espalhado, acabara por ser considerado verdadeiro', prossegue.
O que diz esta fatwa emitida por um dos clérigos da Universidade Al-Azhar, o Vaticano do islão sunita, no Cairo? Que a mulher que der de mamar cinco vezes a um colega masculino pode partilhar o mesmo gabinete sem ter de usar o véu. Nem mais nem menos! Estas mamadas prodigadas a um homem adulto permitem a um casal não unido pelo matrimónio estar sozinho, sem problemas do ponto de vista da religião, e sem que o casamento entre o homem e a mulher em questão seja proibido.
A fatwa do xeque de Al-Azhar levou cerca de 50 deputados egípcios a interessarem-se pelo assunto e a abafarem a informação, com receio de que ela chegasse à imprensa. Ao fazê-lo, prestaram um grande serviço à Al-Azhar e à comunicação social egípcia, que se viram dispensadas de tratar um assunto que, para elas, não é propriamente acessível(...). Este decreto religioso foi emitido por Ezzat Attia, explica o Elaph, e desencadeou uma onda de protestos na universidade. O xeque Tantaoui ordenou a suspensão do trabalho do imã e a sua citação perante um tribunal religioso. Depois de o homem ter sido amamentado, esplica o site pan-árabe, pode-se mandar lavrar um auto assinado por testemunhas atestando, em nome de Deus, que fulana amamentou fulano. 'O facto de ela o amamentar é considerado um acto maternal, que impedirá actos sexuais entre os dois'".
É o fim do mundo.

Júbilo!

Leio que Pinto da Costa foi acusado de corrupção a propósito do célebre jogo entre o Porto e o Estrela da Amadora, corria o ano de 2004. O apito dourado dá frutos. O país rejubila. No ano em que o Porto ganhou a Taça Uefa, a que se seguiu a Liga dos Campeões, parece que o presidente da colectividade achou de suprema importância ultrapassar o condenado Estrela da Amadora, nem que para isso fosse necessário recorrer a esquemas menos claros. Está de parabéns a nação benfiquista e o resto da nação que, não sendo benfiquista, não pugna menos pela justiça, sobretudo quando se trata de deitar abaixo alguém ou algo que se destaca da pardacenta mediocridade. Num país de invejosos, de mesquinhez e rasteirice, nada melhor do que esta notícia para alegrar a multidão de justiceiros que por aí prolifera. Na véspera de Santo António, a sardinha e a mini até ganham outro sabor e a populaça já se deleita imaginando Pinto da Costa atrás das grades, a bem da "justiça" e da "verdade despotiva", claro. João Botelho e Leonor Pinhão já têm aqui vasto material para a sequela do monumental filme que se aprestam a produzir. Vantagem adicional: com tanto trabalho entre mãos não poderão perder tempo a estudar os mecanismos do ressentimento que tanto transtorno lhes tem causado. Dizia há tempos Pinto da Costa que, depois de reformado, talvez se retirasse para Angola (ou, pelo menos, atribuiram-lhe essa intenção). A ser verdade, não lhe gabo o gosto na escolha, mas compreendo-lhe a acção. Num país de gente miserável como este já o ar é há muito tempo irrespirável.

segunda-feira, 11 de Junho de 2007

Força, força, companheiro Ortega!

O companheiro e camarada Daniel Ortega, presidente da Nicarágua e ex-presidente da república socialista da Nicarágua encontra-se de visita ao Irão. É engraçado ver como o marxismo e a religião se irmanam. Naturalmente, Ortega já não é marxista. Será, quando muito,um socialista alterglobalizador ou qualquer coisa afim. O Irão também não é um regime teocrático. Será, quando muito, uma democracia de cariz ligeiramente religioso. Claro que estes encontros se inserem numa alargada campanha de luta contra o imperialismo e a arrogância norte-americana. Os povos sul-americanos, sob a gloriosa liderança do bem-aventurado Chávez, começam a despertar para a renovada esperança corporizada na mensagem bolivariana, que tão boa impressão causou junto de insuspeitos ex-líderes, como é o caso do dr. Mário Soares. Juntos, Ortega, Tábarez, "Tonto"Morales, Chávez e outros que virão (sem esquecer natualmente esse farol que quase cega, Cuba), mostrarão ao mundo novos horizontes e rasgarão novas avenidas de esperança humanista, num mundo livre dos espíritos malignos que ameaçam agora a humanidade e que encontram em Guantánamo repugnante avatar. Esperemos que a viagem de Ortega seja coroada de êxito e gostaríamos de vê-lo no regresso, em Caracas, onde certamente não deixará de dar um salto para levar o relatório da visita ao seu glorioso mentor.